quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Feijoada de boteco, festa no Memorial e um aniversário de 80 anos
Você já deve ter visto algumas dezenas de botecos em São Paulo chamados "Encontro's Lanches". Geralmente são lugares nada estilosos e pouco originais na hora de escolher o nome do estabelecimento mas bastante funcionais para comer um prato rápido a preços honestos. Um deles fica perto do meu trabalho, em Moema, na esquina da Açocê com a Iraé.
Desde que comecei a trabalhar ali, há três anos, sempre achei a feijoada do Encontro's (carinhosamente apelidado pelo pessoal do trabalho como "Bar do Saddam", por causa do farto bigode de um garçom nordestino cabra-bom) a melhor do bairro, disparada. Feijoada para mim tem que ter um ingrediente fundamental: aquele molho feito com caldinho de feijão, tomate, cebola e pimenta. E esse é exatamente o ponto que me deixa louco pela feijoada do Saddam. Como se não bastasse, arroz parboilizado, couve, farofa amarela, bisteca, torresmos generosos, pinga com limão e, obviamente, a feijoada na cumbuca - que eu costumo chamar de "carnada", pela quantidade de lingüiça, costela, carne seca, pé etc. Dá para dois homens (calma, amiga botequeira. É só uma referência, pois nós costumamos comer mais do que vocês). Tudo por uns R$ 12,00 (depois eu atualizo o post e informo endereço, telefone e preço correto).
Corta para o ano passado. Fui com a minha musa ao Memorial do Imigrante por ocasião da última Festa do Imigrante. Em mim, além da atuação in loco, o espírito botequeiro costuma se manifestar em várias festas e feiras da cidade. Sempre é uma chance de comer petiscos e tomar bebidas que você não encontraria com tanta facilidade. No caso da última Festa do Imigrante, foi a oportunidade de experimentar licor de mel lituano, bolo de carne húngaro, saltenhas bolivianas e salgados israelenses, entre outros quitutes. E alguns quiosques, como o libanês, ofereciam cartões de visitas para quem também quisesse contratar seus serviços para festas fechadas. Foi aí que eu tive uma idéia.
Daqui a uns 20 dias, minha mãe, portuguesa daquelas cheias de sotaque e costumes, completará 80 anos. Assim que passei pelo quiosque que vendia alheiras, bolinhos e punhetas de bacalhau (calma, amigo onanista. Clique aqui e descubra o que é isso), pensei que seria uma ótima contratar alguém para fazer um grande almoço temático e presentear a véinha.
Corta novamente para fevereiro. A idéia do almoço luso pareceu boa? Para mim, sim. Mas não para a portuguesa, que é ainda mais bagaceira do que eu para alguns aspectos da baixa gastronomia. Após alguma negociação, eu me rendi: não vou contratar a cozinheira. Vou comprar umas cinco feijoadas no Saddam e levar para a casa da matriarca. Afinal, o último argumento dela foi devastador: "O que pode ser melhor para mim do que fazer 80 anos com saúde suficiente para comer a feijoada com torresmo do Saddam"?
Serviço:
Na próxima atualização do blog, o endereço, telefone e foto do Saddam.
Desde que comecei a trabalhar ali, há três anos, sempre achei a feijoada do Encontro's (carinhosamente apelidado pelo pessoal do trabalho como "Bar do Saddam", por causa do farto bigode de um garçom nordestino cabra-bom) a melhor do bairro, disparada. Feijoada para mim tem que ter um ingrediente fundamental: aquele molho feito com caldinho de feijão, tomate, cebola e pimenta. E esse é exatamente o ponto que me deixa louco pela feijoada do Saddam. Como se não bastasse, arroz parboilizado, couve, farofa amarela, bisteca, torresmos generosos, pinga com limão e, obviamente, a feijoada na cumbuca - que eu costumo chamar de "carnada", pela quantidade de lingüiça, costela, carne seca, pé etc. Dá para dois homens (calma, amiga botequeira. É só uma referência, pois nós costumamos comer mais do que vocês). Tudo por uns R$ 12,00 (depois eu atualizo o post e informo endereço, telefone e preço correto).
Corta para o ano passado. Fui com a minha musa ao Memorial do Imigrante por ocasião da última Festa do Imigrante. Em mim, além da atuação in loco, o espírito botequeiro costuma se manifestar em várias festas e feiras da cidade. Sempre é uma chance de comer petiscos e tomar bebidas que você não encontraria com tanta facilidade. No caso da última Festa do Imigrante, foi a oportunidade de experimentar licor de mel lituano, bolo de carne húngaro, saltenhas bolivianas e salgados israelenses, entre outros quitutes. E alguns quiosques, como o libanês, ofereciam cartões de visitas para quem também quisesse contratar seus serviços para festas fechadas. Foi aí que eu tive uma idéia.
Daqui a uns 20 dias, minha mãe, portuguesa daquelas cheias de sotaque e costumes, completará 80 anos. Assim que passei pelo quiosque que vendia alheiras, bolinhos e punhetas de bacalhau (calma, amigo onanista. Clique aqui e descubra o que é isso), pensei que seria uma ótima contratar alguém para fazer um grande almoço temático e presentear a véinha.
Corta novamente para fevereiro. A idéia do almoço luso pareceu boa? Para mim, sim. Mas não para a portuguesa, que é ainda mais bagaceira do que eu para alguns aspectos da baixa gastronomia. Após alguma negociação, eu me rendi: não vou contratar a cozinheira. Vou comprar umas cinco feijoadas no Saddam e levar para a casa da matriarca. Afinal, o último argumento dela foi devastador: "O que pode ser melhor para mim do que fazer 80 anos com saúde suficiente para comer a feijoada com torresmo do Saddam"?
Serviço:
Na próxima atualização do blog, o endereço, telefone e foto do Saddam.
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